O que é o mundo? Um amontoado de signos designados a traduzir e dividir as coisas que se mostram aos nossos olhos sedentos de cor?
Pode ser! Podemos conceituá-lo assim. Mas, que não nos acostumemos com um conceito estúpido como esse.
O mundo é muito mais que um conjunto de signos/nomes. Necessitamos nomear para mostrar que existe, tudo bem... Mas, a essência do mundo não é o nome e sim o que é.
Mostrou-se muito sábia Julieta quando pergunta ao amado Romeu: acaso a rosa deixaria de ter o mesmo perfume se não se chamasse rosa?
O mundo é aquilo que queremos enxergar.
Podemos ver a chuva como um fenômeno da natureza que traz de volta um elemento que ao evaporar-se e tornar-se mais leve que o ar sobe aos céus e, por algum motivo que a ciência sabe explicar melhor que eu, torna ao seu estado natural, que não vence a força da gravidade. Ou, podemos enxergar a chuva como o renascimento da esperança de um povo que espera essa mesma chuva para retornar à vida.
Tudo isso só pra mostrar que podemos viver entre dois mundos. O da “realidade” e o da “liberdade”. Um de “prosa” outro de “poesia”. Um onde a visão é crua e outro onde ela é docemente apimentada.
Confesso ter passado muito tempo nesse mundo mágico, só que se engana quem imagina que ali tudo é alegria. Mas, é certo que a beleza e a magia reinam, mesmo com tristezas e aflições.
Farei o papel que me cabe:
- Senhoras e Senhores! Apresento-lhes, o Mundo!
Agora façam o papel de vocês.
Escrito por Letrero às 16h52
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